sexta-feira, 29 de julho de 2016
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[RESENHA] Razão e Sensibilidade - Jane Austen

Lido em: Julho/2016
Título: Razão e Sensibilidade
Autor(a): Jane Austen
Editora: Martin Claret
Gênero: Romance
Ano: 2010
Páginas: 233
ISBN: 9788572328050
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Sinopse: A história relata os relacionamentos de Elinor e Marianne Dashwood, duas filhas do segundo casamento de Mr. Dashwood. Elas têm uma jovem irmã, Margaret, e um meio-irmão mais velho, John. Quando seu pai morre, a propriedade da família passa para John, o único filho homem, e as mulheres Dashwood se vêem em circunstâncias adversas. O romance relata a mudança das irmãs Dashwood para uma nova casa, mais simples e distante, e seus relacionamentos. O contraste entre as irmãs, mostrando Elinor mais racional e Mariane mais emotiva e passional, é resolvido quando cada uma encontra, à sua maneira, a felicidade. Ao longo da história, Elinor e Marianne buscam o equilíbrio entre a razão (ou pura lógica) e a sensibilidade (ou pura emoção) na vida e no amor.

Biografia: Romancista britânica nascida em Steventon, Hampshire, Inglaterra, cuja obra literária deu ao romance inglês o primeiro impulso para a modernidade, ao tratar do cotidiano de pessoas comuns com aguda percepção psicológica e um estilo de uma ironia sutil, dissimulada pela leveza da narrativa. Filha de um pastor anglicano, toda a sua vida transcorreu no seio de um pequeno grupo social, formado pela aristocracia rural inglesa. Aos 17 anos, escreveu seu primeiro romance, Lady Susan, uma paródia do estilo sentimental de Samuel Richardson. Seu segundo livro, Pride and Prejudice (1797), tornou-se sua obra mais conhecida, embora, inicialmente, tenha sido malvisto pelos editores, o que levou por algum tempo ser descriminada no meio editorial. Depois conseguiu publicar o romance Sense and Sensibility (1811), cujo sucesso levou à publicação, ainda que sob pseudônimo, de obras anteriormente recusadas. Vieram ainda outros grandes sucessos como Mansfield Park (1814) e Emma (1816) em um estilo menos ágil e humorístico, porém ganhando em serenidade e sabedoria, sem perda de sua típica ironia. Morreu em Winchester, um ano antes de serem publicadas as obras Persuasion e Northanger Abbey, uma deliciosa sátira, escrita na juventude, ao gênero truculento da novela gótica. Seu poder de observação do cotidiano forneceu-lhe material suficiente para dar vida aos personagens de suas obras, e a crítica considerou-a a primeira romancista moderna da literatura inglesa. 



Desamparada após a morte do marido, a Sra. Dashwood e suas três filhas, Elinor, Marianne e Margareth, passam um tempo morando de favor com John Dashwood, irmão mais velho e filho do primeiro casamento do Sr. Dashwood. Mas a esposa dele, ambiciosa e egoísta, não aceita muito bem a presença das irmãs e faz de tudo para convencer o marido a não ajudá-las. 
A fim de recomeçar a vida bem longe dali, encontram uma ótima oportunidade e mudam-se para Devonshire. Ali conhecem John Middleton, dono do chalé onde moram, e sua família, e passam a frequentar eventos sociais em sua casa. Passam assim a ter uma agitada vida social, sempre conhecendo novas pessoas. Em meio à muitas situações, elas precisam aprender a lidar com os mais diversos sentimentos, entre eles o amor e suas consequências.

"(...) Encorajavam-se uma à outra na violência de suas ansiedades." (p. 11)

"(...) Às vezes somos guiados pelo que dizemos de nós mesmos e com muita frequência pelo que outras pessoas dizem de nós, sem que paremos para refletir e julgar." (p. 62)

Elinor e Marianne são opostos. Uma, racional demais, e a outra, sensível demais. Elinor é gentil, porém por causa do seu jeito reservado e racional, pode ser vista como fria. Marianne é sensível, impulsiva e passional, se entrega de cabeça à tudo o que está sentindo, seja algo bom ou não. O ápice da história é esse paradoxo entre as irmãs, e a busca, mesmo sem perceber, de ser menos racional e menos sensível. Elas precisam encontrar um meio termo entre Razão e sensibilidade. Jane Austen retratou isso muito bem, de uma maneira que mostrou a aceitação e amadurecimento das personagens. Eu me identifiquei mais com Marianne, mas confesso que queria ser como Elinor

"(...) Ela era mais forte sozinha, e o seu bom senso amparava-a tão bem, a sua firmeza era tão inabalável, a sua aparência alegre tão invariável quanto possível em meio a aflições tão recentes e tão amargas." (p. 89)

"- (...) nossas situações são, portanto, parecidas. Nenhuma das duas tem nada a dizer. Você porque não se comunica, e eu, porque não escondo nada." (p. 106)

Os personagens secundários foram muito bem caracterizados e explorados. Destaque para: a extrovertida e fofoqueira Sra. Jennings; Sra. Dashwood, com seu jeito intenso e emocional; Sr. John Middleton, alegre e festeiro; Lucy, uma cobra da pior espécie; Coronel Brandon, misterioso e atencioso; e Edward Ferrars.

"(...) Para o seu coração, foi um caso delicioso; para a sua imaginação, um caso ridículo; mas para a sua razão, seu juízo, foi um completo mistério." (p. 223)

Com uma narrativa em terceira pessoa, que nos permite uma visão mais abrangente da história, linguagem rebuscada e diálogos impecáveis, e muitas vezes até irônicos, Jane Austen construiu uma história intensa e emocionante. A trama, que conta com uma narrativa ácida em diversos momentos, apresenta diversas críticas à sociedade, e retrata bem a hipocrisia e os costumes da época. Com uma riqueza de detalhes capaz de nos transportar para aquela época, Austen nos possibilita vivenciar todas as situações com os personagens, como se fizéssemos parte dela.

Mentiras, intrigas, desilusões, amizade, família, amor. Razão e sensibilidade foi o primeiro livro de Jane Austen que li e fiquei encantada com sua escrita e sua maneira incrível de criar histórias. A autora faz jus à todos os elogios que li sobre ela.

Razão e sensibilidade foi o primeiro livro escrito por Austen, publicado em 1811.

A capa é linda. A edição conta com ótima diagramação e páginas brancas. Achei a fonte muito pequena, o que fez com que a leitura fosse um pouco lenta. 




Recomendado!


Beijos. ;)


Livro 7 do desafio I Dare You. 
Tema de Julho: Clássico.





13 comentários:

  1. Oiii Li, como vai?
    Garota eu fiquei completamente apaixonada pela resenha que tu escreveste, ainda não tive oportunidade de ler nenhum livro da Jane, mas tenho um na estante me esperando desde o ano passado. Dica super anotada e que edição linda que tu tem <3
    Beijinhos

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  2. Oi Li! Tudo bem?
    Que coisa mais fofa! Amo Jane Austen, porém Orgulho e Preconceito não é meu favorito dela. Amo Persuasão! Mas gosto de todos os livros e da forma como ela descreve a sociedade da época. É uma Diva sem duvida!
    Bj

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  3. Por incrível que pareça ainda não li e não tenho nenhum livro dela, mas tenho interesse de ler sim , minha irmã tem é que tem os livros dela, quando for ler pego emprestado rs. O livro parece que faz com que abrimos os olhos para essa época onde aparência era tudo e não o que as pessoas eram de verdade.

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  4. Oiee ^^
    Acho que eu também me identificaria mais com a Marianne...haha' mas sempre quis ser uma pessoa mais racional. Acredita que eu nunca li nada da Jane Austen? Já cheguei a ver o filme de "Orgulho e preconceito", mas os livros ainda não li *-* porém, quero muito! Acho que seria uma boa começar por "Razão e sensibilidade", né?
    MilkMilks ♥

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  5. eu li esse livro a muito tempo atrás, mas na época eu não gostei muito.
    talvez fosse, porque eu li para o colégio (e não tem nada que estrague qq coisa que "é para nota!!")fiquei meio traumatizada com a austen e até hoje não tive coragem de reler
    tentar dar uma chance, já que agora eu não preciso me preocupar com prova
    tento esse ou começo pelo orgulho e preconceito?

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  6. Oi, Aline!
    Jane Austen é maravilhosa :3 Já perdi as contas de quantas vezes li Razão e Sensibilidade (tanto para a escola e graduação quanto apenas por ler mesmo) e sempre me encanto com a forma de descrever da Jane e com as personagens de personalidades tão fortes para a época.
    Sua resenha me deixou com vontade de ler de novo (vou ter que arranjar um momento para ler haha). E que edição lindona essa hein?
    BJus!

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  7. Uau! Sua resenha ficou incrível. Amei! :) Concordo com você em tudo... O livro é realmente incrível e enche nossos corações de afeto e esperança.

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  8. Olá,
    Adorei a resenha. Desconhecia a obra e pude conhecer um pouco mais.
    A edição está linda, mas por enquanto não me despertou muito interesse em ler. Estou na fase de ler NA, mas é uma boa dica de leitura para o futuro.

    http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/

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  9. Oi Li.

    Menina estou completamente encantada com essa edição de Razão e Sensibilidade. Tem muito tempo que li esse romance e mesmo assim foi em um livro emprestado. Nunca comprei um exemplar para minha coleção, para fazer companhia ao Orgulho e Preconceito. Achei sua resenha maravilhosa e deixou uma vontade de adquirir o livro. Dica anotada para comprar o livro e relê-lo em breve.

    Bjos

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  10. Oi, tudo bem?
    Ainda não li Razão e Sensibilidade, mas sei que a Jane Austen não decepciona. Gosto muito da forma como ela retrata a época em seus livros, a forma como cria os personagens e como desenvolve toda a trama e pelo que percebi através da sua resenha esse livro também não decepciona. Duas irmãs com personalidades tão distintas, buscando um equilíbrio. Pretendo ler em breve, dica mais do que anotada.
    Beijos

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  11. Olá Aline tudo bem, eu gostei muito dessa leitura, nossa li a tanto tempo e na época senti um pouco de dificuldade com o enredo, por isso tenho muita vontade de reler. Essa edição é linda. Bjs

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  12. Li, eu tenho exatamente essa edição.
    Li Orgulho e preconceito e simplesmente amei.
    Me empolguei em ler razão e sensibilidade, mas quando comecei não consegui achei um pouco descritiva demais e acabei abandonando, mas quero muito dar uma nova chance ainda.

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  13. Gostei muito da premissa de Razão e Sensibilidade, ainda não li nenhum livro da Jane, pois não sou tão chegada a clássicos, mas tenho curiosidade sim e conhecer as obras delas, principalmente Orgulho e Preconceito, agora Razão e Sensibilidade também entrará na minha lista, pois o enredo me parece cativante e envolvente, só me preocupa um pouco a escrita rebuscada da época, mas acredito que isto não deve ser um fator que incomodará se o livro me cativar.

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Quem Escreve

Aline (Li), taurina, 36 anos, turismóloga, paulista de Ribeirão Preto, apaixonada por séries de TV e compulsiva por livros (se estiverem em promoção, então..rs). Amo ler! :)



Colaboradora

Luciana (Lu), Ribeirão-pretana, 31 anos, virginiana e perfeccionista. Cake Design. Danço nas horas vagas por paixão e para relaxar. Amo artesanato, praia, filmes, seriados e claro, livros!

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